Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Palavras (com)Sentidas

 

Faz-me impressão aquelas pessoas que só olham para o seu próprio umbigo. Que só têm olhos para si mesmos sem, no entanto, se conseguirem ver.

Julgam-se donos da verdade. Que a sua verdade é a que impera, não aceitando opiniões ou conselhos dos outros. Desdenhando as palavras de quem observa de fora. Não sei se por teimosia ou ridícula obstinação.

 

O mundo não gira em volta de nós. Não. Nós somos meras partículas que, conjuntamente, povoamos este mundo. Faz parte do nosso crescimento, enquanto seres humanos e enquanto pessoas, ouvir e partilhar ideias, pensamentos e opiniões.

 

A vida não é fácil e as suas dificuldades surgem-nos abruptamente nos variados caminhos que escolhemos. Acredito que são estas dificuldades e a sua superação que nos trazem maturidade e inteligência para gerir os nossos problemas, os nossos conflitos. Estas são duas armas que nos fazem sair vencedores desta luta quotidiana.

 

Vivemos num mundo em que o egoísmo vigora cada vez mais. Valores como o altruísmo estão quase em extinção, embora muitos bradem aos ventos o seu pseudo-altruismo. Isto apenas reflecte a imagem distorcida que, muitos de nós, têm de si mesmos.

 

Para os nossos problemas findarem, temos que resolver as nossas questões internas primeiro. Há que nos analisarmos, reflectirmos sobre as nossas práticas – que nos afectam a nós e aos que nos rodeiam – e tomarmos decisões acerca daquilo que pode ser melhorado em nós. Não nos abstenhamos de pedir opiniões a outros sobre quem somos. Não é dar parte de fraco. Não tenhamos preconceitos em ouvir e aceitar as opiniões dos outros: são eles que estão distantes e que conseguem ver com clareza o que está menos bem em nós.

 

Não esqueçamos que os nossos actos têm consequência naqueles que nos rodeiam. Na maioria das vezes, os problemas residem em nós e não nos outros. Os conflitos estão do lado de cá e não do lado de lá da fronteira. Não atribuamos culpas ao que as não tem.

As tensões e as preocupações do dia-a-dia têm a capacidade de nos toldarem o nosso poder de raciocínio. Mas nós temos obrigação de ser mais astutos e conseguir ludibriar estes obstáculos. É preciso segurar os nossos ímpetos, ser tolerante para ser tolerado. As forças não estão contra nós: nós é que lhe virámos a direcção!

 

Tentemos ser pessoas melhores: ter a capacidade de ouvir quem nos quer bem, agir com prudência e tolerância, enfrentar os obstáculos com inteligência e frieza e não culpabilizar os outros pelo que está mal em nós!

 

Perfeita Desidiota

 

 

É notória a desinspiração que me atravessa a alma e me afecta as ideias. O vazio que a minha vida atravessa, a suspensão em que me encontro, reflecte-se na futilidade dos meus textos. Aos eventuais leitores do meu blog, as minhas desculpas pela perca de tempo.
 
Por todos estes motivos, estou em balanço, em introspecção, à procura da minha veia de “idiota” que é meio caminho andado para recuperar a minha inspiração.
 
Valha-me santa virgulina das ideias proliferantes!